terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Padre argentino apóia famílias gays, e gera debate na igreja

Martín Peretti Scioli y Oscar Eduardo Marvich, la primera pareja rosarina de personas del mismo sexo en contraer enlace tras la sanción de la ley de matrimonio igualitario.

Buenos Aires,jan (EFE)-Meses antes do Sínodo Extraordinário sobre a Família convocado pelo papa Francisco em sua terra natal, Argentina, o respaldo de um padre às famílias homossexuais em um programa de televisão gerou debate na Igreja Católica argentina.

Daniel Siñeriz, padre na cidade argentina de Rosário, defendeu nesta segunda-feira a "atitude muito aberta" demonstrada pelo também padre Ignacio Peries ao convidar três casais homossexuais para um programa de televisão sobre famílias.

"Nas relações com pessoas que vivem estas situações, sempre a compreensão será o primeiro e o mais importante, além do acompanhamento. Nunca o julgamento nem a condenação", declarou Siñeriz sobre a postura que deveria ser adotada pela igreja sobre os casamentos de gays, legalizados na Argentina desde 2010 pela Lei de Casamento Igualitário.

Já o padre rosariano Joaquín Núñez destacou que "a legislação igualitária colocou o mundo e à igreja diante um desafio muito profundo", e afirmou que "a Igreja não deve nem pode menosprezar ninguém".

As declarações dos sacerdotes contrastam com a dura denúncia da alta hierarquia eclesiástica de Rosário, que acusou o padre Peries de "desorientar os fiéis".

"O conteúdo do referido programa, dedicado às formas de família, que é de autoria do mencionado sacerdote, não conta com o aval do Secretariado Arquidiocesano da Família nem deste arcebispado", disse o bispo de Rosário José Luis Mollaghan, através de um comunicado divulgado neste domingo.

Os comentários do padre Peries se "afastaram do ensino da igreja e da Pastoral da Família", ressaltou o bispo desta cidade, a terceira em importância da Argentina, situada a 300 quilômetros ao oeste de Buenos Aires.

Hoje, a comunidade homossexual criticou o comunicado de Mollaghan. A declaração foi tachada de "retrocesso" pelo presidente da Federação Argentina de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trans (Falgbt), Esteban Paulón.

Em entrevista à Agência Efe, Paulón afirmou que a condenação do bispo evidência "as tensões existentes na Igreja Católica sobre como tratar às famílias homoafetivas".

Mesmo assim, o presidente da Falgbt afirmou que não vê vontade de mudança na cúpula eclesiástica, e questionou se a nova posição é marcada no sínodo convocado pelo Papa para outubro sobre os desafios pastorais da família no contexto da evangelização.

Oscar Marvich, um dos entrevistados no programa "Pegadas de Natal" exibido em 25 de dezembro, também lamentou a postura do arcebispado, e desejou que "a igreja faça uma profunda revisão de sua doutrina para se aproximar da realidade e das pessoas" em declarações ao jornal "La Capital".

Os sacerdotes de Rosário, inclusive os que respaldam o padre Peries, como Siñeriz, acreditam que essa revisão está distante, e acham que o religioso acabará por pedir desculpas públicas.

Fonte Uol
Imagem La Capital

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