quinta-feira, 24 de julho de 2014

Pastor instala em Teresina a 1º igreja que fará casamentos de homossexuais

Levar a palavra de Deus a todos, sem se importar com idade, cor, gênero, orientação ou identidade sexual. Este é o objetivo da Comunidade Cristã Nova Esperança (CCNE), uma igreja brasileira criada em agosto de 2010 em São Paulo e que está no Piauí desde junho deste ano. A sede piauiense, que é a quarta da região Nordeste, foi inaugurada no dia 17 do mês passado e está situada no bairro Dirceu Arcoverde, na zona Sudeste da capital. Entre os diferenciais da igreja está a realização de casamentos entre pessoas do mesmo sexo e a pregação em locais de público LGBT.

O pastor Roberto Campello veio de Natal (RN) para iniciar os trabalhos da CCNE no Piauí e conta que, embora seja mais conhecida por acolher homossexuais e transexuais, a Igreja é voltada a todos os que quiserem ser cristãos. “Seguimos a Teologia Inclusiva. Somos uma Igreja Evangélica Pentecostal, como qualquer outra, e não somos voltados apenas para o público gay, mas para todos. Não fechamos as portas para ninguém”, explica.

Campello acrescenta que os homossexuais e transgêneros não precisam viver à margem da religião cristã.

“O que acontece em muitas igrejas é que estas pessoas precisam viver sua sexualidade escondida. O problema não é a sexualidade, mas no que se faz com ela: a promiscuidade, a idolatria. Também não fazemos exorcismos ou ‘curas’. Deixamos que a pessoa acolha sua liberdade através do Espírito Santo”, descreve, acrescentando que o ideal de família defendido pela CCNE é aquele formado por um casal monogâmico.

O pastor explica que visita bares e ambientes LGBT para evangelizar e tem tido uma boa receptividade. “Pude perceber que aqui em Teresina, os homossexuais têm muito aflorada a sua sexualidade. Na nossa página do Facebook há uma curiosidade grande, as pessoas fazem perguntas, há também gente de outras igrejas que citam versículos do Levítico (18:22) para reclamar. Mas o que o Levítico não é o relacionamento entre homens, mas a idolatria. É preciso ter uma outra abordagem”, ressalta.
Roberto Campello ressalta que a CCNE inicia a sua expansão pelo Brasil, já está na Argentina e prestes a chegar na Nova Zelândia. “Viemos acolher aqueles que foram excluídos. O maior exemplo que fez isso foi Jesus, que andou com doentes, ladrões, prostitutas. Os nossos cultos são normais, não fazemos apologia à homossexualidade, falamos do assunto individualmente. Também fazemos o batismo, duas vezes por ano, e podemos realizar o casamento entre homossexuais e também cremos no dízimo e nas ofertas”, destaca.

A CCNE de Teresina tem uma média de 20 fiéis regulares e recebe um público flutuante nos cultos realizados às quintas (19h) e domingos (18h).

Fonte @cidadeverde
Por Carlos Lustosa Filho

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