sábado, 4 de outubro de 2014

Fotos sensíveis mostram como vivem os transexuais no sul da Ásia

Homens que cresceram com vaginas, mulheres que nasceram no corpo errado e homens castrados que se comportam como mulheres compõem a comunidade Hijra em países como Índia, Paquistão e Bangladesh. Vistos como aberração por boa parte da sociedade sul-asiática,
essas pessoas têm vontades, medos, necessidades e angústias, como mostra o sensível ensaio “Call Me Heena”, da fotógrafa Shahria Sharmin.
Conhecidos como “o terceiro sexo“, trata-se de transgêneros e enucos que, na maioria das vezes, vivem às margens da sociedade, apesar da combinação homem/mulher ser um tema frequente e relevante no Hinduísmo, religião predominante no sul da Ásia. Algumas dessas pessoas se identificam como mulheres, outras ainda não se abriram às suas famílias. Algumas dessas pessoas sonham em ter filhos, outras sonham em sobreviver o dia seguinte.
A fotógrafa começou a se interessar pelos Hijras ao conhecer Heena, uma mulher trans que trabalhava em uma fábrica de tecidos. Enquanto fotografava um projeto na fábrica, as duas ficaram amigas e Shahria Sharmin compreendeu que todo o preconceito que aprendeu a ter pelos Hijras era fruto da mais pura ignorância.
Encantada pelo mundo do terceiro gênero, a fotógrafa captou com delicadeza e profundidade momentos do dia a dia dessas pessoas. Em preto e branco, as imagens falam por si, mas fragmentos de cada história tornam a vida de cada um desses Hijras ainda mais humana e sensível. Entre os retratos, imagens da natureza completam o universo do terceiro gênero e tornam a série “Call Me Heena” ainda mais incrível.

Fonte Homorrealidade
Visto em Hypeness

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