quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Após usar banheiro feminino, transsexual é agredida em Araraquara


A transexual Hanna Neri, de 24 anos, sofreu agressões físicas e verbais após entrar em um banheiro feminino no bar Pirata's, que fica situado no centro da cidade de Araraquara SP.
"Minha amiga me chamou para retocar o batom no banheiro. Quando estava lá, uma moça entrou e pediu pra eu sair. Do lado de fora, um segurança disse que eu não podia entrar lá, tinha que usar o masculino", relata Hanna.
Abalada com o constangimento, ela começou a chorar. O estudante e amigo Henrique Marcatto, 21, viu a situação e questionou o motivo de Hanna não poder usar o banheiro. O segurança por sua vez respondeu: "é homem, é viado".
"Expliquei que ela é transexual, mas ele me agrediu com três socos, um tapa na cara e depois me imobilizou pelo pescoço", conta o amigo.
Ao ver a cena, Hanna tentou intervir, mas levou um empurrão e seu nariz começou a sangrar.
Depois de outros funcionários apaziguarem a situação, Hanna e Henrique pagaram a conta e chamaram a polícia. Os policiais orientaram que ela fosse à delegacia de plantão.
Descaso
"Na delegacia, disseram que eu devia mesmo ter usado o banheiro masculino e que não conheciam a lei que me dá o direito de usar o feminino. Depois de muito insistir, registraram só como agressão", explica.
Hanna diz que se sente envergonhada por a história ter se tornado pública, mas ao mesmo tempo feliz de poder lutar pelos direitos dos transexuais.
Repercurssão
"Relatei o que aconteceu no Facebook e nunca imaginei que ia ter tanta repercusão. Muitas pessoas estão apoiando e vou continuar lutando pelas pessoas que são 'invisíveis' para a população", concluiu.

Hanna Neri sentindo-se mal.
183 seguidores · 27 de dezembro às 01:43 ·
"Eu na vida: tento dormir mas não me sai da cabeça o fato de ter sido interceptada por usar um banheiro do gênero feminino que é o gênero no qual me identifico.
Detalhe eu tenho o direito de usar esse banheiro por lei.
Mas a lei não cabe no preconceito.

Fui humilhada, agredida fisicamente, estou com um machucado no nariz, meu amigo Henrique Marcatto foi agredido fisicamente e imobilizado apenas por questionar o garçon do porque que eu não poderia usar o banheiro feminino sendo uma transexual.
Ele disse ele não é uma mulher, é um viado.
Ele não sabia o que fazer e decidiu agredir.
O Henrique ficou na dele e não fez nada.
O cara soltou o Henrique após ter agredido o mesmo, nós pagamos a conta. Decidimos chamar a polícia.
O policial chegou e não fez o boletim de ocorrência no local. (o que é errado)
Nos orientou a fazer em uma delegacia.
Fomos na delegacia e o policial responsável disse que a viatura devia ter feito ocorrência no local. (Porque isso não ocorreu?)
Esse fato ocorreu no Piratas Snooker Bar.
Após ser humilhada e agredida me perguntei porque eu existo?
Logo pensei em me jogar na frente de um carro e morrer. Mas não o fiz e não farei.
Irei tomar as providências legislativas cabíveis.
Sim, sou transexual e existo".
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Fonte ACapa

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